Uma outra dimensão?

Por: Dra. Malykonnt Abtwahres Richter
A natureza da CTDE revela-se cada vez mais imprevisível conforme novos estudos avançam. Inicialmente, era considerada um espaço além dos limites da expansão do universo, mas descobriu-se que a CTDE, na verdade, se sobrepõe sobre à nossa própria realidade. Ela permite a visualização de estruturas e de uma variedade de matéria semelhante às que observamos no universo conhecido, o que sugere que ela deve, de certo modo, coexistir com ele. Ainda assim, os fenômenos e comportamentos observados na dimensão não seguem as leis da física tal como as entendemos, o que torna sua integração à nossa realidade um enigma científico.

O que é?

A dimensão anômala conhecida como Célula Transdimensional de Decaímento Existencial (CTDE) é um vasto espaço aparentemente vazio, cuja extensão é possivelmente comparável à do próprio universo. Esse ambiente singular é permeado por partículas de baixa realidade (PBR), que parecem alterar as propriedades físicas de tudo o que existe em seu interior. As PBR são conhecidas por distorcerem as leis da física, criando uma realidade instável e flexível, diferente da nossa.Dentro da CTDE, observam-se estruturas de todos os tamanhos, que variam desde objetos como casas, até formações maiores, tipo quarteirões inteiros. A origem dessas estruturas permanece desconhecida, e não se sabe se foram transportadas de nossa dimensão ou se são produtos da própria CTDE. As PBR presentes em grande quantidade neste ambiente criam uma atmosfera onde a matéria parece fragmentar-se ou distorcer-se com o tempo, desafiando as noções de espaço conhecidas. Esse comportamento anômalo torna a CTDE um ponto de interesse científico e filosófico, uma vez que suas características sugerem um espaço de baixa realidade que opera fora das normas do universo conhecido.

Como funciona

A CTDE pode ser compreendida como um disco rígido cósmico, com a extensão do próprio universo, mas fragmentado e sujeito a constantes corrompimentos de tudo que é replicado em seu interior. É percebido que, quanto mais no futuro se observa, mais do nosso universo é replicado dentro da dimensão, como se elementos inteiros como cidades, planetas, estrelas e outras estruturas estivessem sendo replicados neste espaço anômalo.Devido à presença das Partículas de Baixa Realidade (PBR), os elementos copiados sofrem deformações e distorções severas. A exposição prolongada às PBR altera drasticamente as propriedades físicas das estruturas replicadas, colocando as leis da física à prova: paredes podem perder sua solidez, objetos flutuam em padrões imprevisíveis, e os ambientes parecem ser distorcidos de maneiras que desafiam qualquer previsão científica. Em um caso mais específico, encontrou-se a reprodução de uma grande parcela de território da capital de Talín, na Estônia, onde residências, comércios e ruas flutuam em torno de bolhas de partículas de baixa realidade. Embora, visualmente, o ambiente seja idêntico ao real, as PBR têm um efeito gradual e cumulativo, causando deformações físicas e perceptivas nos objetos, tornando-os incompreensíveis para as leis da física convencional.Apesar da replicação de locais e objetos inanimados, a CTDE não parece hospedar seres vivos de forma natural. A única forma de vida encontrada nesse ambiente são os indivíduos que o acessaram, além de duas espécies parasitárias incomuns. Esses parasitas, aparentemente exclusivos da CTDE, só podem sobreviver fora desse ambiente ao hospedar-se em outros organismos. A descoberta dessas espécies parasitárias foi possível apenas através de infecções acidentais em indivíduos que acessaram a CTDE, e é sugerido que esses organismos são totalmente dependentes da natureza alterada da dimensão para existir.A CTDE, com sua capacidade de replicação e deformação, levanta questões sobre a estabilidade e a integridade de nossa própria realidade, oferecendo um vislumbre perturbador de uma dimensão onde a física, a existência e o conceito de real são elementos continuamente moldados e corroídos pelas forças incontroláveis das partículas de baixa realidade.

descoberta e riscos

A CTDE só pode ser acessada por meio de mais um de seus produtos: portais. Estes portais são ligações entre a CTDE e a nossa realidade, manifestando-se como aberturas translúcidas que desviam a luz e criam uma ilusão de distorção ao redor. Através desses portais, é possível observar o que está por trás deles, o que levou à descoberta da própria dimensão. São como rasgos no tecido de nossa realidade.Após extensivos estudos, foi possível replicar as condições necessárias para a abertura de um portal, permitindo que hoje possamos gerá-los artificialmente. Embora esses portais sejam a principal via de acesso à CTDE, eles apresentam um risco ainda não totalmente compreendido, pois também permitem a entrada de partículas de baixa realidade em nossa dimensão. Embora tenha sido comprovado que essas partículas não causam distorções físicas nem violam as leis da física em nossa realidade, como ocorre dentro da CTDE, mas sabe-se que elas têm efeitos nocivos à saúde. A investigação sobre as implicações das PBR em nosso ambiente ainda está em andamento, sendo necessário entender melhor os potenciais efeitos que essas partículas podem ter a longo prazo.